Depois do sucesso do primeiro artigo sobre os mitos da nutrição, decidi realizar esta segunda parte com alguns mitos que eu admito que são difíceis de acreditar, já que constantemente nos acribillan com publicidade enganosa, creándonos uma idéia que não é realmente assim. 1ª Parte Dito isso, vamos ao lio. FALSO. Este mito admito que realmente me faz graça já que é o claro exemplo de "Se com esta dose funcionar, com o triplo posso ganhar muito mais". A primeira coisa que devemos saber é que quando fazemos uma ingestão elevada de glicose, nosso cérebro produz uma série de processos que dão lugar a uma perda de concentração, justamente, o contrário do que queremos. Por outro lado, temos as dietas baixas em glicose, a qual nosso corpo usaria como fonte de energia, as cetonas. Quando temos uma dieta baixa em carboidratos, aumentam a concentração de mitocôndrias no hipocampo (Área do cérebro relacionada com a memória e aprendizagem), o que, por existir uma maior concentração de mitocôndrias, haverá uma maior quantidade de energia para usar, algo que realmente SE queremos. FALSO. Deixando de lado as vantagens psicológicas que você tem que fazer uma refeição fora de nossa dieta diária, vamos nos concentrar ao nível do nosso organismo. Quando nós fazemos uma refeição armadilha (Por exemplo, pizza), ocorre um aumento de nossos níveis de T3 e T4 (hormônios tireoidianos, relacionadas com a velocidade do nosso metabolismo), aumenta a concentração de leptina, hormônio relacionado com a saciedade, aumenta o metabolismo dos hidratos de carbono, ocorre um transporte mais eficaz de glicose para os músculos, e além disso, o nosso cérebro recebe a mensagem de que temos comida, por isso volta a acelerar o metabolismo (quando fazemos uma dieta restrita de calorias que o nosso corpo tende a diminuir o metabolismo). Esta elevação do metabolismo é conhecido como SET POINT. Como você pode ver, dizer que uma comida armadilha para a semana não tem nenhum efeito no nosso metabolismo, é subestimar o nosso organismo. FALSO. Este mito se resolve de forma muito rápida, devido a que o colesterol da dieta não eleva o colesterol presente em nosso sangue. O motivo está no nosso fígado, que é o principal regulador do colesterol do nosso organismo. Nosso corpo é capaz de sintetizar colesterol, por isso em dietas elevadas de colesterol nosso corpo produz menos quantidade, e o contrário, quando consumimos pouco colesterol, nosso corpo se encarrega de sintetizar mais colesterol. FALSO. Tal como podemos ver no estudo "The influence of commercially-available carbohydrate and carbohydrate-protein supplements on endurance running performance in recreational athletes during a field trial." os atletas que tomavam bebidas altas em hidratos de carbono (Gatorade) realizaram os mesmos tempos em um trecho de 19.2 Km que os que tomavam placebo. Além disso, tal como podemos ver nesta imagem as dietas baixas em hidratos de carbono e alta em gordura aumentam a resistência em ciclistas. (Este valor pode ser extrapolado para outras categorias, como corrida ou triatlon). FALSO. A creatina pode, e mesmo deve-se tomar naqueles períodos onde por uma lesão não podemos treinar, já que nos ajuda a manter nossa força e nossa musculatura. Isto se viu no estudo "Effect of creatine supplementation during cast-induced immobilization on the preservation of muscle mass, strength, and endurance", onde se viu que as pessoas que tomam creatina e não realizavam exercício mantinham mais massa muscular, a força dos flexores do cotovelo,a força dos extensores do cotovelo e a resistência em comparação com as pessoas que tomavam placebo, por isso que o uso de creatina também pode ser realizado durante um período de paragem por lesão. Com estas duas postagens sobre mitos, a única coisa que eu quero mostrar é que uma mentira dita 1000 vezes se torna uma realidade, e que por muito que ler e ouvir (em anúncios, ajudar, ou pseudonutricionistas, investiga por sua conta, porque muitas vezes o que realmente acontece é que nos deixamos levar, porque o dizem. Uma saudação.

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